HUMILDADE: 3 padrões que retratam o seu significado a luz da BÃblia
Filipenses 2.5-8:
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz (Fp 2.5-8).
INTRODUÇÃO
O que é humildade? É comum perceber que milhares de pessoas confundem humildade com pobreza ou fazem alguma relação com a situação financeira.
Provavelmente, o erro de se confundir humildade com pobreza está na associação que se faz com Simplicidade versus Exuberância. Como se o simples fosse humilde e o exuberante, não.
No entanto, humildade em sua essência não está relacionada com finanças ou status social. Humildade vai além da simplicidade.
Através dos relacionamentos sociais iremos encontrar pessoas de baixa renda, mas que não são humildes, pelo contrário, são arrogantes e soberbas.
Algumas se apoiam no parentesco de alguém que a sociedade julgue importante, ou em algum cargo, ou mesmo na sua beleza, como se essas coisas pudessem causar algum tipo de imposição. São pretextos que envaidecem o coração soberbo.
Assim como encontramos pobres soberbos, encontramos ricos que são humildes. São pessoas que não se ensoberbecem por causa de suas posses.
Geralmente, esses tratam o próximo com simplicidade e igualdade e não com arrogância e superioridade por causa do que possuem ou por causa de algum parente que a sociedade julgue importante.
O primeiro padrão de humildade a luz da BÃblia é a honra do outro
O Senhor Jesus, mesmo sendo Deus, preferiu honrar a Deus, *“pois subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus”* (Fp 2.6).
Isso significa que Cristo não reteve para si mesmo a Sua própria glória mas desapeou-se dela, a fim de proclamar a glória de Deus Pai.
O exemplo do Senhor Jesus nos ensina que a humildade não busca a própria glória, mas a do outro. O apóstolo João deixou isso claro ao dizer: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).
Nessa passagem, João está se referindo a glória de Cristo, a qual ele é merecedor.
Em outra passagem, Paulo aponta para a glória do próximo, dizendo assim: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10).
A luz dessas duas passagens bÃblicas, podemos relacioná-las com o resumo dos dez mandamentos, ensinados por Jesus.
Quando foi questionado sobre o principal mandamento, respondeu: “O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Não há outro mandamento maior do que estes (Mc 12.29–31).
Desse modo, podemos compreender que a humildade se trata de obedecer a Deus em todos os âmbitos da sua Palavra. Preferindo a sua honra e glória acima de qualquer coisa, e servindo ao próximo como se a nós mesmos, preferindo a sua honra ao invés da nossa própria.
Em sÃntese, é preferÃvel a glória de Deus do que a própria. Assim como é preferÃvel a honra do outro do que a própria. Isso é humildade!
O segundo padrão de humildade a luz da BÃblia é o esvaziamento de si mesmo
Cristo se esvaziou de todo o seu ser divino, da sua exuberância gloriosa, tornando-se um exemplo claro de que não devemos buscar a própria grandeza.
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana (Fp 2.5-7).
Podemos observar junto ao texto que o esvaziamento é uma consequência em preferir a honra do outro ao invés da nossa própria.
Quando lemos a passagem de Filipenses 2.5-8, temos a descrição de Jesus enquanto Deus, o qual sendo o Rei de toda a glória, esvaziou-se de todo o seu esplendor para assumir a forma humana.
O propósito para isso foi: Num primeiro momento, fazer a vontade de Deus Pai; Num segundo momento, servir a humanidade em sua grande necessidade, a redenção!
Nesse sentido, a lição de Jesus é atentar para a necessidade do outro. Todavia, o que vemos na sociedade é o contrário. São pessoas passando por cima umas nas outras para se tornarem poderosas ou receberem algum destaque na sociedade.
Mas o pior de tudo isso é que toda essa vaidade e soberba duram apenas por um breve perÃodo, pois não há ninguém, por mais influente que seja, ou mais rico e poderoso que possa parecer, que seja capaz de enganar a Dona Morte.
Assim, a ganância, o ego, a vaidade, a riqueza, a beleza, o status, são coisas passageiras, gostando ou não.
Considerando, portanto, que tudo nessa terra é passageiro, é preciso viver tão somente para a glória de Deus. Para isso, é preciso viver uma vida de humildade, onde Deus vem em primeiro lugar e depois o meu próximo.
A luz das Escrituras, o esvaziamento de si mesmo para o benefÃcio do outro é uma verdadeira evidência de humildade.
O terceiro padrão de humildade a luz da BÃblia é a obediência a Deus
a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz (Fp 2.8).
Jesus mostra na prática que fazer a vontade de Deus é o que mais importa. Não se trata do que gostamos ou queremos, mas de simplesmente obedecer a Deus de coração sincero.
Com certeza, essa atitude de Jesus pode ser tomada como o maior exemplo de esvaziamento de si mesmo e deve ser imitada por todo aquele que deseja realmente servir com humildade.
Sua obediência o levou para o caminho mais doloroso da sua vida, a cruz. Sua morte foi vergonhosa, humilhante e degradante.
Será comum sofrer vexame enquanto se pratica a humildade. A maioria das pessoas não estão acostumadas com esse conceito de humildade. Está longe do padrão popularmente conhecido como humildade.
Contudo, Jesus humilhou a si mesmo por amor a nós pecadores, necessitados da sua redenção oferecida na cruz.
Em contrapartida ao sofrimento de Cristo, sua obediência foi notória aos olhos de Deus, o qual exaltou a Cristo conforme o registro de Paulo:
Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda lÃngua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).
Observe que a humildade de Cristo lhe trouxe honra e glória, pois essa não dependia de reconhecimento humano, mas divino. Por isso, o próprio Deus o exaltou.
A grande lição que fica é que toda grandeza é vã se não for para servir ao Rei da Glória. O Senhor é o Rei da Glória (Sl. 24).
Parafraseando o texto de Filipenses 2.8, poderÃamos dizer que: Jesus abriu mão de qualquer vontade própria para fazer a vontade de Deus até a sua morte.
Portanto, a humildade deve ser o centro da vida do cristão e não a vaidade, ou arrogância nem a ganância e jamais nossos próprios interesses.
CONCLUSÃO
A luz da BÃblia, Jesus se fez um exemplo prático de humildade, ensinando que humildade é menos de nós e mais do outro, é esvaziar-se de si mesmo e obedecer a Deus por toda a vida. Aos olhos de Deus é nisso que está a verdadeira glória.
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