Introdução ao resumo
O Imperativo Confessional é uma obra de Carl Trueman. Seu objetivo é incentivar as igrejas a resgatarem o uso das confissões reformadas. Para isso, ele se utiliza de argumentos sólitos em defesa da sua proposta.
Dividida em duzentas e sessenta e oito (268) páginas e seis (6) capítulos, a obra apresenta a importância dos credos e confissões para uma igreja verdadeira e a sua relevância. O propósito do autor é que a igreja conheça e defenda as suas principais doutrinas de forma objetiva e segura por meio dos credos e confissões.
Considerações do autor
Segundo ele, existem vários conceitos teológicos que foram produzidos e defendidos em um contexto antigo. Não obstante, esses conceitos permanecem atuais em suas defesas doutrinárias, pois, foram elaboradas dentro de uma sistemática bíblica.
Assim, as confissões são resumos das verdades expostas pela Palavra de Deus.
O Imperativo Confessional e a Modernidade
O autor faz uma análise temporal histórica, contrapondo a cultura moderna.
De acordo com Trueman, as convicções do homem devem emergir da base do seu conhecimento, oriundos de pesquisas sérias. Entretanto, a cultura moderna tem impedindo o indivíduo de evoluir na sua capacidade de pensar e chegar a conclusões por meio de suas próprias convicções.
Segundo a colocação do autor, a sociedade moderna está sendo conduzida por conceitos pobres, repleta de valores fúteis e vazios. A sociedade está alienada e não tem habilidades para desenvolver conceitos fortes e sólidos e de valores nobres. Como consequência, não há compreensão conceitual.Devida a essa decadência intelectual, a sociedade moderna busca invalidar importantes conceitos e valores tão bem construídos pelos antigos. Por conta disso, o autor chama a atenção para os conceitos e valores presentes nos credos e confissões.
Os credos e confissões contém afirmações e conceitos reais e profundos que não podem ser perdidos em meio a uma sociedade a beira da falência intelectual.
Os conceitos formulados nas confissões defendem a base cristã, tendo em suma a Escritura como autoridade revelada. Logo, esses documentos não devem ser ignoradas pelo fato de serem antigos ou ignorados por uma alegação contrária a eles por causa da fraqueza intelectual moderna.
Necessidade dos credos e confissões
Trueman está mostrando para as verdadeiras igrejas que elas não devem de maneira alguma, rejeitar os credos e confissões. Aqueles que assim procedem, por considerar somente a Bíblia como regra, perceberão que sua mentalidade está moldada por uma sociedade alienada.
A ênfase do autor é que os credos e confissões são necessários para uma vida bíblica e espiritualmente saudáveis para a igreja, porquanto, a protege das inclinações sociais já mencionadas.
Desse modo, os credos e confissões podem ser ferramentas teológicas para combater as objeções culturais que intentam contra o âmbito da igreja. Diante disso, a igreja deve adotar os credos e confissões como declarações públicas de fé. E, desse modo, combater a cultura moderna e sua decadência moral e espiritual.
A responsabilidade da igreja
Os credos e confissões são um meio para expressar o zelo pela verdadeira doutrina de Cristo na vida prática da congregação, contribuindo para que as gerações conheçam pela fé, as ações de Deus.
A igreja não deve admitir como autoridade, qualquer uso de documentos que não sejam inspirados por Deus para ser inserido na vida prática da igreja.
O autor se utiliza das cartas de Paulo à Timóteo enfatizando a preocupação e o zelo do apóstolo para com o ensino correto da verdadeira doutrina. Em sua perspectiva, a transmissão do Evangelho é uma tradição importante, pois está regulamentada pela própria Escritura.
O imperativo confessional e os pais da igreja
Os pais da igreja se utilizaram dessa tradição para ensinar doutrinas encontradas de forma simétrica e elementares nos credos e confissões. Desse modo, Trueman dedica algumas páginas para apresentar as composições de diversos credos que foram seriamente usados em momentos importantes na história da igreja.
Outrossim, credos ocuparam um papel fundamental nos mais importantes Concílios, contribuindo para um aperfeiçoamento teológico, estabelecendo conceitos e limites nos assuntos mais polêmicos, deixando uma grande herança confessional.
Essa herança confessional veio a ser mais tarde, um grande presente para o protestantismo. Eis a razão porque o autor defende a prática confessional nas igrejas.
O Imperativo Confessional e sua base litúrgica
Quando a igreja em conjunto confessa o credo, cada membro está declarando que concorda com cada uma das afirmações doutrinárias, expressando a unidade da fé evangélica. É por essa razão que a confissão de um credo é algo bom, pois confirma que a fé de alguém é comum a fé de outras pessoas, mesmo de outras épocas e lugares.
Podemos encontrar no Imperativo Confessional, argumentos importantes para o seu uso litúrgico e doutrinário dos credos e confissões na vida prática da igreja. Ademais, os credos e confissões fortalecem a estrutura da igreja através das suas convicções, tais como: o batismo, santa ceia, nascimento, morte, ressurreição e a segunda vinda de Cristo.
Nesse sentido, eles são ferramentas para uma boa formação doutrinária e devem ser exploradas pela igreja. Contribuindo, portanto, para os desenvolvimentos intelectuais, de fé e de práticas de culto ao Deus Trino.
Conclusão
Pode-se dizer que “O Imperativo Confessional de Carl Trueman” é uma defesa da exposição de doutrinas criadas a partir do discernimento bíblico verdadeiro e, por isso, devem ser resgatadas pelas igrejas reformadas, a fim de fortalecer a fé e a intelectualidade da presente geração, resgatando princípios e valores.
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