Como registra a Escritura:
“Aqueles que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre” (Sl 125.1, BKJ 1611).
Conforme o Salmo acima, confiar em Deus é garantia de permanência, de segurança. Logo, a confiança em Deus é algo que devemos exercitar.
Consequências da Desobediência
Muitas das dificuldades que o ser humano enfrenta são frutos da sua desobediência contra Deus.
A desobediência ao Senhor é uma demonstração de rebeldia e abandono aos preceitos divinos. Aquele que assim procede não precisa esperar que o Criador possa ter algum cuidado especial sobre a sua vida rebelde.
Tomando como exemplo a passagem de Juízes 6 em que os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o Senhor e andaram em desobediência, assim ele os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos.
A Escritura registra que as plantações e as criações, como ovelhas, bois e jumentos eram destruídos ou levados pelos saqueadores. Assim o faziam como gafanhotos em tanta multidão que não se podia contar (Jz 6.5).
Assim, todas as vezes que o povo semeava, os midianitas e os amalequitas subiam contra Israel para roubar e destruir todo o seu sustendo, porque Deus os havia entregado a própria sorte.
Consequências da Obediência
Uma vida de obediência não significa isenção das provações. Jó é um exemplo clássico de que a provação pode chegar na porta do justo.
A provação de Jó foi uma das mais fortes que a Bíblia registra. Todos os seus filhos morreram, seus bens foram roubados e sua saúde foi tirada.
Esse é um cenário de muita dor e pressão física e psicológica. Contudo, ao ser provado, também foi aprovado por causa da sua fidelidade. Como consequência da sua obediência, Deus restaurou a sua saúde, sua família e suas finanças.
Jó é um exemplo de que o Salmo 125 foi por ele aplicado em sua vida, pois mesmo diante de tamanha tribulação a sua fé não foi abalada, mas permaneceu firme como o monte Sião.
Logo, o justo que teme e confia em Deus é por ele guardado. Vê-se, pois, a importância de uma vida de obediência e fidelidade ao Senhor.
Circunstâncias que levam a Deus
O ser humano está em constante luta em meio as circunstâncias da vida. Algumas delas são pesadas demais. Até mesmo aquele que se acha autossuficiente irá perceber cedo ou tarde que todo homem necessita dos cuidados do Criador.
Isso não foi diferente com os israelitas citados em Juízes, pois a medida em abandonavam o Senhor eram cada vez mais oprimidos pelos inimigos. E, quanto mais eram oprimidos, mais sentiam necessidade do auxílio divino.
E foi em meio as constantes derrotas que o povo começou a clamar pelo socorro de Deus (Jz 6.6). Sendo ele misericordioso, concedia livramento quando o povo clamava.
Entretanto, não é recomendado que se viva em primeiro lugar a desobediência para que somente na dificuldade Deus possa ser lembrado. A conduta deve ser oposta, é preciso obedecer a Deus em todo tempo, para que na dificuldade a confiança nele possa ser exercitada.
Razões para confiar em Deus
A Bíblia descreve inúmeras razões para depositar a confiança somente em Deus. Iremos pontuar apenas algumas que aparecem no livro do Êxodo e Juízes:
Ele é poderoso
Deus agem com poder e não falha em seu agir. Podemos afirmar que o Senhor não tarda, nem falha. Podemos remontar as dez pragas do Egito, narradas em Êxodo.
Num primeiro movimento, o Senhor ouviu a aflição do seu povo. Depois levantou Moisés para libertar esse mesmo povo que clamou por alívio (Êx 3.7–10).
Porém, o próprio Deus já havia estabelecido que Faraó seria uma forte oposição ao povo e o Senhor prolongaria o tempo até a saída do povo do Egito. Era preciso um pouco mais de paciência!
Exercer a paciência foi necessário porque a dureza do coração de Faraó tinha um propósito divino, expor ao mundo a glória do único Senhor. Logo, Deus não estava sendo tardio, mas propagando a sua glória através dos seus poderosos feitos para que toda a terra pudesse conhecer o seu poder.
Assim, o Senhor jamais falhou com o seu povo, pelo contrário, sempre deixou evidências de que era poderoso o bastante para jamais falhar.
Ele socorre ao que clama
A passagem de Juízes 6–7, descreve o Senhor se dispondo a socorrer aqueles que depositam a sua confiança nele e por ele clama.
Quando o povo clamou, o Senhor levantou um homem chamado Gideão para ser o instrumento de ação divina.
Dentro desse contexto, pode-se observar que o Criador está agindo em todo o tempo. Por exemplo, quantos foram os homens que Gideão matou? A resposta é: nenhum! Os próprios midianitas mataram uns aos outros. Isso é o agir de Deus em sua infinita força e sabedoria (Jz 7.19–22).
Observe que o mesmo movimento aqui é o mesmo que envolveu o de Moisés, mencionado acima:
- O povo clamou;
- Deus ouviu;
- Deus agiu levantando um libertador;
- Deus agiu derrotando os inimigos.
Toda ação para que o livramento chegasse foi exclusivamente pelo Senhor. É preciso apenas confiar, pois Deus não tarda e nem falha!
Ele é generoso
Outro motivo para confiar em Deus é que ele é generoso o bastante para nos oferecer um fardo suave.
Jesus nos ofereceu alívio e refrigério quando disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).
A oferta de Cristo é muito especial, repleta de empatia e com uma exigência simples e clara, aprender o que ele tem a ensinar – “tomai o meu jugo e aprendei de mim”.
Em outras palavras, para receber o alívio que Jesus está oferecendo é preciso viver o Evangelho que ele ensina. Ou seja, viver uma vida de obediência as Escrituras.
Ele não precisa de fortes porque usa os fracos
Em nossa limitação humana, tendemos a esperar por um alvoroço ou um grande espetáculo para que o agir de divino seja notório diante dos homens. Contudo, Deus usa seus mistérios para revelar a sua glória.
É comum para o Criador usar os pequenos para fazer coisas grandes. Também é comum para ele usar os fracos para vencer os fortes. Além disso, ele usa os simples para envergonhar os sábios. O Salvador usa poucos para vencer a muitos (1Co 1.27–29).
De acordo com os textos mencionados, todo trabalho pesado, difícil, impossível fica a cargo do Senhor. Por isso, o cristão deve confiar no Salvador em todo o tempo.
Essas são algumas evidências de que o Senhor não precisa do homem para ser Deus. Porém, ele usa o homem para que ele possa experimentar da sua graça maravilhosa, da sua provisão, do seu livramento, do seu sustendo e do seu poder.
Portanto, temos muitas razões para confiar em Deus.
Aplicando a Confiança
Não se deve colocar limites no agir de Deus com base em circunstâncias, isso é falta de fé, falta de confiança.
Nos cenários apresentados acima, como o de Moisés e Gideão, o Senhor agiu diferente em cada um deles, de forma sábia e poderosa. Por isso, devemos aplicar a nossa confiança em nele.
Para viver o cuidado divino sobre a nossa vida é preciso exercitar a fé e cultivar a esperança. Além disso devemos ter uma obediência ativa.
Assim, veremos o agir de Deus sobre nossas vidas, em nossas famílias e em nossa igreja. Porquanto, o impossível sempre ficou a cargo de Criador, porém, o trabalho do crente é obedecer e confiar no Senhor.
Letra da canção: Não tenhas sobre ti
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